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UTI Inteligente: SUS conecta 60 leitos a central 24h em SP

Sala montada no Hospital das Clínicas da USP acompanha em tempo real os sinais vitais de pacientes internados em seis capitais. O Ministério da Saúde quer chegar a 280 leitos inteligentes em 14 hospitais.

Redação Apuramos

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Jair Lázaro/Unsplash — imagem ilustrativa
Jair Lázaro/Unsplash — imagem ilustrativa

O Sistema Único de Saúde (SUS) passou a contar com uma central que monitora, 24 horas por dia, os sinais vitais de pacientes internados em unidades de terapia intensiva de seis capitais brasileiras. A Central de Comando das UTIs Inteligentes foi apresentada pelo Ministério da Saúde nesta semana, no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP).

Segundo a Agência Gov, que publicou o material da pasta, a sala é equipada com seis telas grandes ligadas a todas as UTIs Inteligentes já em operação no país: Manaus (AM), Recife (PE), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ) e Porto Alegre (RS).

Ao todo, são 60 leitos inteligentes ativos. Eles transmitem dados como frequência cardíaca, níveis de oxigênio e pressão arterial no instante em que são medidos, o que abre espaço para a chamada medicina preditiva — identificar a piora de um paciente antes que ela se agrave.

“Estamos falando de inteligência artificial real em uso no SUS, não de ficção científica. É a tecnologia aplicada na prática para cuidar das pessoas, tendo a estrutura do sistema público como base e ampliando o acesso a um cuidado mais qualificado”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A expectativa do ministério é reduzir complicações clínicas e o tempo de internação. Na prática, isso aumenta a rotatividade dos leitos e amplia o acesso aos serviços do SUS. A central também deve gerar evidências científicas para embasar a ampliação de protocolos clínicos.

Rede deve chegar a 280 leitos

As UTIs Inteligentes são a primeira etapa da Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes e Medicina de Alta Precisão no SUS, um programa de transformação digital hospitalar que prevê conectividade, interoperabilidade entre sistemas e uso de inteligência artificial.

Nesta fase, estão sendo instalados monitores multiparâmetros e centrais de monitoramento, montando a infraestrutura básica de conexão dos leitos. A etapa seguinte inclui respiradores pulmonares e camas inteligentes. Ao final, conforme o ministério, o país deve ter 280 leitos inteligentes em 14 instituições de saúde.

A iniciativa terá apoio técnico e operacional do HC-FMUSP e da organização social vencedora de edital publicado no Diário Oficial da União.

SAMU Inteligente já opera em três bases

A rede também abrange o SAMU Inteligente, voltado a integrar o atendimento pré-hospitalar às centrais de regulação e aos hospitais. O serviço já funciona em três bases estratégicas: Porto Alegre, Belo Horizonte e Recife.

“Com o novo serviço, em vez de o profissional do SAMU ter que ligar para o hospital a cada 3 minutos para informar o status do paciente, os dados já serão transmitidos em tempo real para a unidade de emergência. Na urgência e emergência, tempo é vida”, destacou Padilha.

De acordo com a Radioagência Nacional, da Agência Brasil, a sala de monitoramento em São Paulo funciona ininterruptamente, com o objetivo de agilizar os atendimentos.

Gestão do hospital inteligente e novo acelerador linear

Durante a visita à central, Padilha anunciou a seleção do Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente do Brasil (ITMI) como a organização social responsável pela gestão do Instituto Tecnológico de Emergência do Hospital das Clínicas da USP, que será construído em São Paulo. A escolha ocorreu após o Chamamento Público 14/2026, no qual a entidade obteve a maior pontuação.

No mesmo hospital, o ministro visitou o novo acelerador linear do Instituto de Radiologia. O equipamento, do modelo Elekta Versa HD, recebeu R$ 8,5 milhões em investimento do Ministério da Saúde e permite direcionar a radiação ao tumor com mais precisão, poupando tecidos e órgãos saudáveis.

A previsão é de pelo menos 60 procedimentos por mês com o aparelho, o equivalente a 720 por ano.

Fontes consultadas nesta apuração

  • SUS
  • UTI inteligente
  • Ministério da Saúde
  • Alexandre Padilha
  • inteligência artificial
  • Hospital das Clínicas
  • saúde digital
  • SAMU

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