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Ultrassom de bolso: SUS terá 500 aparelhos em UBS de 23 estados

Ministério da Saúde fechou ata de registro de preços de R$ 12,58 milhões para comprar equipamentos portáteis. A entrega será feita em até 150 dias, em três etapas.

Redação Apuramos

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Volodymyr Hryshchenko/Unsplash — imagem ilustrativa
Volodymyr Hryshchenko/Unsplash — imagem ilustrativa

O Ministério da Saúde vai levar às Unidades Básicas de Saúde (UBS) 500 aparelhos de ultrassom portáteis, pequenos o bastante para caber no bolso do jaleco. O investimento é de R$ 12,58 milhões e alcança 23 estados e o Distrito Federal, segundo informou a pasta nesta quinta-feira (3).

De acordo com o Ministério da Saúde, a ata de registro de preços foi assinada na quarta-feira (2), com representantes das empresas Alfa Med Sistemas Médicos e VMI Médica. A aquisição será executada pela Agência Brasileira de Apoio à Gestão do Sistema Único de Saúde (AgSUS), voltada a ações na atenção primária.

A aposta do governo é encurtar o caminho entre a consulta e o diagnóstico. Hoje, boa parte dos exames de imagem exige encaminhamento para um hospital ou centro laboratorial, o que costuma significar semanas de espera e deslocamento do paciente.

Segundo o ministro Alexandre Padilha, o equipamento permite que a médica ou o enfermeiro faça na própria UBS os exames fundamentais de ultrassom, da avaliação do bebê na barriga da mãe a problemas de vesícula, veias, gânglios, cistos e abscessos. "Aquilo que às vezes a pessoa é encaminhada para fazer um agendamento em um hospital, um centro laboratorial, vai poder ser resolvido na própria Unidade Básica de Saúde", afirmou.

Os aparelhos servem para exames abdominais, obstétricos e pré-natais, avaliações renais e apoio a bloqueios, identificação de lesões e sangramentos internos, avaliação de derrame pleural e de lesões musculares, além de dar suporte a punções e a procedimentos guiados por imagem. Podem ser usados em adultos e crianças, inclusive fora da unidade de saúde.

Serão contemplados Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Ceará, São Paulo, Bahia, Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e o Distrito Federal.

O Ministério ainda não detalhou quantos aparelhos irão para cada estado nem quais municípios e unidades serão atendidos. O Campo Grande News informou que procurou a pasta nesta quinta-feira para saber a divisão em Mato Grosso do Sul e aguardava retorno.

As 500 unidades serão entregues entre 60 e 150 dias a partir da assinatura do contrato, em três etapas. Cada UBS terá 15 dias para fazer a verificação técnica do equipamento e emitir o termo de recebimento definitivo antes do pagamento — ou seja, os primeiros aparelhos devem chegar às unidades ainda neste ano, e os últimos, no começo de 2027.

Padilha associou a compra ao reforço das equipes do Programa Mais Médicos, que reúne atualmente 27 mil profissionais espalhados pelo país, e ao fortalecimento da atenção primária.

A chamada ata de registro de preços não é, por si só, uma compra concluída: ela fixa fornecedores e valores e permite que a administração pública faça as aquisições depois, conforme a necessidade e a disponibilidade orçamentária. Os prazos de entrega só passam a correr a partir da assinatura dos contratos.

Fontes consultadas nesta apuração

  • SUS
  • Ministério da Saúde
  • UBS
  • ultrassom
  • atenção primária
  • Alexandre Padilha
  • AgSUS

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