Apuramos.

Lemos todas as fontes. Você decide.

Sobre
Mundo

Incêndios na Europa deixam 3 mortos e atingem seis países

Nova onda de fogo no fim de semana matou duas pessoas na Grécia e um militar na Espanha. Com 489 mil hectares queimados, 2026 já é o quarto pior ano da série na União Europeia.

Redação Apuramos

Publicado em

Daniel Lincoln/Unsplash — imagem ilustrativa
Daniel Lincoln/Unsplash — imagem ilustrativa

Uma nova onda de incêndios florestais atingiu seis países europeus no fim de semana e deixou três mortos, com evacuações na Espanha, em Portugal, na Grécia e na Bélgica. Segundo a Revista Oeste, as mortes foram registradas no domingo (16).

Na Grécia, a polícia local encontrou dois corpos na Ilha de Salamina, perto de praias ocupadas por moradores. O fogo atingiu duas ilhas gregas ao mesmo tempo, e as equipes conseguiram controlar as chamas na Ilha de Skyros, bastante procurada durante o verão europeu.

Na Espanha, um militar morreu na região de Aragão quando o veículo da equipe capotou durante o combate ao fogo. As chamas já consumiram 16,6 mil hectares de mata no nordeste do país e ameaçam dois mosteiros antigos de San Juan de la Peña. A Defesa Civil da região retirou mais de mil pessoas de casa.

Há também sinais de melhora. O governo da Andaluzia, no sul da Espanha, estabilizou o incêndio da província de Huelva depois de as chamas queimarem 38 mil hectares. Com o recuo do perigo, 400 moradores foram autorizados a voltar para suas residências.

Portugal, Bélgica e Alemanha

Centenas de bombeiros tentam conter focos no norte de Portugal, perto da fronteira com a Espanha. Cinco agentes ficaram feridos na localidade de Dine.

Na Bélgica, o parque natural de Hautes Fagnes perdeu 3 mil hectares de vegetação no que é apontado como o pior incêndio da história do país. A fumaça atravessou a fronteira e forçou a prefeitura de Monschau, na Alemanha, a esvaziar duas ruas de um bairro.

Na França, a queda das temperaturas no sudoeste ajudou os 550 bombeiros mobilizados a conter as chamas, que haviam queimado 1,7 mil hectares de floresta em Landes.

2026 já é o quarto pior ano da série na UE

Os números do verão europeu ajudam a dimensionar a crise. Levantamento da Euronews Business com dados do Our World in Data, baseados no Global Wildfire Information System, mostra que 489.826 hectares arderam na União Europeia até o fim da 31ª semana do ano — o quarto maior valor da série iniciada em 2012.

Só ficam à frente 2012 (863.122 hectares), 2022 (799.040) e 2017 (743.906). A média do período entre 2012 e 2025 é de 434.711 hectares, ou seja, 2026 está 13% acima.

A Espanha concentra 38% de toda a área queimada no bloco: 185.948 hectares até o início de agosto, mais que o dobro da média histórica de 85.626 hectares para a mesma altura do ano. É o terceiro pior registro espanhol desde 2012, atrás de 2022 (258.340 hectares) e 2012 (211.350).

A França aparece em segundo lugar, com 99.092 hectares — 20% do total da UE e mais de três vezes a média de 31.648 hectares. Para os franceses, 2026 já é o pior ano de toda a série.

Na sequência vêm Itália (79.084 hectares), Portugal (47.776) e Grécia (23.839). Fora do bloco, o Reino Unido perdeu 22.206 hectares, contra uma média histórica de 12.311.

O avanço do fogo para o norte do continente preocupa especialistas. "As ondas de calor e os incêndios deste verão no sul da Inglaterra, que já queimaram mais de 20 mil hectares, mostram que o risco de incêndio já não se limita ao Mediterrâneo", afirmou à Euronews o professor Simone Varotto, da Henley Business School, da Universidade de Reading.

Varotto lembra ainda que a conta final dos incêndios vai muito além da área queimada e inclui casas, empresas e colheitas destruídas, perdas no turismo, efeitos do fumo sobre a saúde e pressão adicional sobre as contas públicas.

Fontes consultadas nesta apuração

  • incêndios
  • Europa
  • Espanha
  • Portugal
  • Grécia
  • Bélgica
  • França
  • meio ambiente

Mais de Mundo