O governador do Tennessee, Bill Lee, suspendeu as execuções que ainda estavam previstas para 2026 depois que Christa Gail Pike, de 50 anos, sobreviveu a duas doses de injeção letal na noite de quarta-feira (30), nos Estados Unidos. Segundo a rede PBS, ela foi levada de ambulância a um hospital.
Pike seria a primeira mulher executada no estado em mais de 200 anos. Ela foi condenada pelo assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos, em 1995, crime cometido quando tinha 18.
Como foi o procedimento
De acordo com a PBS, as cortinas da câmara foram abertas às 19h27 (horário local), com Pike na maca. A segunda dose de pentobarbital foi aplicada às 20h26. Às 20h53, o microfone foi desligado e as testemunhas da imprensa foram retiradas da sala.
Antes do procedimento, Pike declarou: "Vou deixar este mundo do jeito que passei a maior parte da minha vida, que é no amor". Ainda segundo a PBS, ela permaneceu consciente durante a aplicação, perguntou se era normal o que sentia no braço e, mais tarde, foi ouvida roncando atrás das cortinas fechadas.
Decisão do governador
Bill Lee determinou "uma revisão abrangente, por terceiros, para determinar exatamente o que ocorreu" e suspendeu a execução que ainda estava marcada para este ano. As informações são da PBS e da ABC News.
Caso é considerado inédito
Robin M. Maher, diretora-executiva do Death Penalty Information Center, classificou o episódio como "singular e sem paralelo". Segundo ela, outros sete condenados já sobreviveram a falhas na colocação do acesso intravenoso, mas nenhum havia sobrevivido depois de receber as drogas da injeção letal.
O Democracy Now! também registrou o caso nas manchetes desta quinta-feira (1º), e o Death Penalty Information Center o descreveu como o pior já visto em execuções modernas.
O que vem agora
O estado de saúde de Pike não havia sido divulgado até a publicação desta matéria, segundo reportagens como a do Yahoo News. A revisão independente determinada pelo governador deve apurar o que deu errado. Antes da data marcada, Pike havia processado o estado contestando o protocolo de execução e pedido para ser executada por fuzilamento, segundo a Al Jazeera.
Esta matéria será atualizada conforme novas informações forem divulgadas.