IPCA-15 tem 1ª deflação do ano: prévia da inflação cai 0,40%
Índice recuou mais do que o mercado esperava em agosto, puxado por energia elétrica e transportes. Em 12 meses, a inflação voltou para dentro do teto da meta.
Redação Apuramos
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Índice recuou mais do que o mercado esperava em agosto, puxado por energia elétrica e transportes. Em 12 meses, a inflação voltou para dentro do teto da meta.
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A prévia da inflação registrou a primeira deflação de 2026. O IPCA-15 caiu 0,40% em agosto, informou o IBGE nesta quarta-feira (26). O resultado veio mais forte do que o mercado projetava e levou o índice acumulado em 12 meses de volta para dentro do teto da meta do Banco Central.
Em julho, o indicador havia ficado praticamente estável, com variação de 0,06%. A mediana das projeções coletadas pela pesquisa Projeções Broadcast, citada pelo Money Times, apontava queda de 0,30% para agosto. A CNN Brasil registrou expectativa de recuo de 0,31%. Em ambos os casos, a deflação efetiva superou o cenário desenhado pelos analistas.
Foi a primeira variação negativa do IPCA-15 desde agosto de 2025, quando o índice recuou 0,14%. No acumulado do ano, a prévia da inflação soma alta de 3,09%. Em 12 meses, o índice está em 4,24%, abaixo dos 4,52% registrados no período de 12 meses encerrado em julho.
O que puxou os preços para baixo
Segundo o IBGE, a queda de agosto foi determinada por três dos nove grupos pesquisados. Habitação recuou 1,41%, Transportes caiu 1,00% e Alimentação e bebidas cedeu 0,57%. Os demais grupos ficaram entre o recuo de 0,20% de Vestuário e a alta de 0,66% de Despesas pessoais.
O item de maior peso negativo no resultado geral foi a energia elétrica residencial. De acordo com a InfoMoney, a conta de luz caiu 6,25% no mês, movimento associado à incorporação do bônus de Itaipu às faturas dos consumidores — um crédito extraordinário que reduz temporariamente o valor pago.
Inflação volta para dentro do teto da meta
O regime de metas em vigor no Brasil fixa o alvo de inflação em 3% ao ano, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Na prática, o teto é de 4,5%. Com o acumulado de 12 meses em 4,24%, o IPCA-15 voltou a ficar abaixo desse limite após três meses seguidos acima do teto, conforme apurou o Monitor do Mercado.
O IPCA-15 funciona como uma antecipação do IPCA, o índice oficial de inflação do país. A diferença está no período de coleta de preços, que no IPCA-15 é adiantado em relação ao mês de referência. Por isso, o dado costuma ser lido pelo mercado como um termômetro do que deve aparecer no índice cheio, divulgado no início do mês seguinte.
Reação do mercado
O número ajudou a sustentar o bom humor da bolsa brasileira. Por volta das 10h23 desta quarta-feira, o Ibovespa avançava 0,86%, aos 176.080,39 pontos, na sexta sessão consecutiva de ganhos, segundo o Money Times.
O dólar, no entanto, foi na direção oposta e subia no mesmo horário, cotado a R$ 5,1596, alta de 0,37%. O movimento acompanhou a valorização da moeda americana no exterior: o índice DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, avançava 0,20%.
Um alívio na inflação corrente tende a abrir espaço para discussões sobre o ritmo da política monetária, mas o Banco Central ainda não se manifestou sobre o dado desta quarta. Parte do recuo de agosto tem origem em fatores pontuais, como o bônus de Itaipu, cujo efeito não se repete indefinidamente nas contas de luz.
Petroquímica quer renegociar US$ 10,9 bilhões em dívidas e ganhou 90 dias de proteção contra execuções. B3 excluiu BRKM3 e BRKM5 de dez índices.
Ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou o valor que vai constar no Orçamento a ser enviado ao Congresso até 31 de agosto. O reajuste é de R$ 120 sobre o mínimo atual, de R$ 1.621.
Instabilidade durou cerca de duas horas na manhã deste domingo e teve pico de mais de 2,4 mil queixas no Downdetector. Banco Central diz que o sistema já opera normalmente e apura a causa.