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Trump e Xi prorrogam trégua comercial até janeiro de 2027

Em visita de Estado à Casa Branca, os líderes divergiram sobre Taiwan e inteligência artificial, mas os EUA estenderam a trégua tarifária com a China até 10 de janeiro.

Redação Apuramos

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René DeAnda/Unsplash — imagem ilustrativa
René DeAnda/Unsplash — imagem ilustrativa

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu o líder chinês Xi Jinping na Casa Branca nesta quinta-feira (24), na primeira visita de Estado do dirigente chinês ao país em mais de uma década. O encontro terminou com a prorrogação da trégua comercial entre as duas maiores economias do mundo, mas sem avanços em pontos sensíveis como Taiwan e a regulação da inteligência artificial.

Segundo a CNN Brasil, Xi chegou à Base Aérea Conjunta Andrews na quarta-feira (23) para uma visita de três dias a convite de Trump. A recepção incluiu tapete vermelho de 30 metros, banda militar, sobrevoo de um bombardeiro B-1 e um jantar de gala com executivos de tecnologia como Tim Cook (Apple), Jensen Huang (Nvidia) e Sam Altman (OpenAI).

De acordo com a Brasil de Fato, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, anunciou a extensão da suspensão das tarifas por mais dois meses. O prazo, que venceria em 10 de novembro, foi adiado para 10 de janeiro de 2027. O acordo original havia sido fechado em Busan, na Coreia do Sul, em outubro de 2025, quando os EUA suspenderam a tarifa de 10% ligada ao fentanil e a tarifa recíproca de 24% sobre produtos chineses, enquanto a China suspendeu os controles de exportação de terras raras.

Bessent também detalhou um novo mecanismo batizado de "30 por 30": os dois países vão eliminar tarifas sobre US$ 30 bilhões em produtos cada, excluindo itens considerados sensíveis à segurança nacional. Produtos agrícolas e dispositivos médicos americanos, além de bens de consumo chineses, ficam protegidos de futuras disputas comerciais associadas a segurança nacional. Ainda segundo a reportagem, a China já comprou 25 milhões de toneladas de soja americana, mas segue atrasada em cerca de US$ 17 bilhões em outras compras agrícolas prometidas.

O jornal O Tempo informou que, sobre Taiwan, Xi pediu que os EUA tratem o tema com "prudência" e se oponham à independência da ilha. Segundo o pesquisador Bates Gill, citado pela reportagem, a posição americana sobre o status de Taiwan não foi alterada na reunião. Já sobre inteligência artificial, Xi defendeu que os dois países têm responsabilidade de manter o desenvolvimento da tecnologia "sob controle humano", enquanto Trump disse preferir manter a IA "exatamente como está", contrariando propostas de regulamentação mais rígida.

Ainda de acordo com o O Tempo, Xi defendeu que Estados Unidos e Irã fechem um acordo "o mais rápido possível" por meio de negociações — reflexo da relação próxima entre Pequim e Teerã. O líder chinês também prometeu convidar 100 mil jovens americanos para programas de intercâmbio na China ao longo dos próximos cinco anos e anunciou o envio de dois pandas para o zoológico de Atlanta.

O encontro ocorre em um momento de queda na popularidade de Trump, associada à guerra contra o Irã, enquanto a China negocia em posição mais confortável, com o comércio em expansão. A Casa Branca já confirmou que Trump viajará à China em novembro para a cúpula da Ásia-Pacífico (Apec), em Shenzhen, quando o cumprimento dos compromissos por parte de Pequim voltará a ser avaliado.

Questões estruturais da relação comercial entre os dois países, incluindo controles de exportação de tecnologia e uma possível tarifa de 7,5% sobre produtos chineses ligada ao excesso de capacidade industrial, seguem sem solução e devem voltar à mesa nas próximas rodadas de negociação.

Fontes consultadas nesta apuração

  • Trump
  • Xi Jinping
  • China
  • Estados Unidos
  • trégua comercial
  • Taiwan
  • Casa Branca

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