Faltam três dias para o WhatsApp deixar de abrir em uma faixa de celulares Android antigos. A partir da próxima terça-feira, 8 de setembro de 2026, o aplicativo passa a exigir no mínimo o Android 6.0 (Marshmallow), lançado em 2015, e deixa de funcionar em aparelhos que ainda rodam as versões 5.0 e 5.1 do sistema, conhecidas como Lollipop.
A data foi confirmada pela própria Central de Ajuda do WhatsApp. Conforme reproduzido pelo Mundo Conectado, o texto oficial informa que, a partir de 8 de setembro de 2026, o aplicativo será compatível apenas com Android 6 e posterior.
Segundo a Exame, a mudança vale tanto para o WhatsApp convencional quanto para o WhatsApp Business, já que os dois compartilham a mesma base de código e os mesmos requisitos de sistema. Quem usa um aparelho afetado já vem recebendo notificações de alerta dentro do próprio aplicativo.
O motivo é técnico e de segurança. A Meta, dona do WhatsApp, faz revisões anuais dos sistemas operacionais compatíveis com o mensageiro e corta as versões com menor base de usuários ativos. O Android 5.0 chegou ao mercado em 2014 e não recebe atualizações de segurança do Google há anos — manter a compatibilidade, informou a Exame, limitaria o desenvolvimento de recursos mais recentes, como canais, comunidades e melhorias nas chamadas de vídeo.
Não existe lista oficial de modelos. O WhatsApp divulga apenas a versão mínima do sistema, porque um mesmo aparelho pode ter recebido atualizações diferentes conforme fabricante, região e variante vendida. Na prática, são atingidos os celulares que nunca saíram do Android 5.0 ou 5.1.
Entre os modelos mais citados pela Exame estão o Samsung Galaxy S3, S4, S4 Mini, Note 2, Core, Trend e J2; o Motorola Moto G e o Moto E de primeira geração; a linha Optimus da LG (L3, L5, L7, F5) e o G2 Mini; os Sony Xperia Z, SP, T e V; os Huawei Ascend Mate, Ascend G740, Ascend D2, Ascend P6 e Y300; e os HTC One X, One X+, Desire 500 e Desire 601. O Mundo Conectado acrescenta à lista o Galaxy Ace 4, o Galaxy Core Prime, os Xperia E3 e M2, os LG L90 e Magna, o HTC Desire 510 e o One E8, além dos Huawei Y550 e Ascend G7.
A ressalva importa: aparelhos da mesma linha podem ter destinos diferentes. Galaxy S5 e LG G3, por exemplo, receberam o Android 6.0 em determinadas variantes e regiões, conforme a Exame. Por isso, checar o nome do modelo não basta.
A verificação leva menos de um minuto. Basta abrir o aplicativo Configurações, rolar até "Sobre o telefone" ou "Sobre o dispositivo" e procurar o campo "Versão do Android". Em celulares Samsung, o caminho costuma incluir uma etapa a mais, em "Informações do software". Se o número exibido for 5.0 ou 5.1, o aparelho perde o WhatsApp na terça-feira.
Quem estiver na faixa afetada tem dois caminhos. O primeiro é procurar uma atualização de sistema pendente, em Configurações > Atualização de software. Se não houver versão mais nova disponível para o aparelho, a troca de celular passa a ser a única alternativa.
Antes de qualquer mudança, vale fazer o backup das conversas para não perder o histórico. Dentro do WhatsApp, o caminho é Configurações > Conversas > Backup de conversas, com a conta do Google conectada. O arquivo fica no Google Drive e pode ser restaurado na configuração inicial do aplicativo em um aparelho novo com Android 6.0 ou superior.
Usuários de iPhone não são afetados pelo corte de setembro. Segundo a Exame, o requisito para dispositivos da Apple continua sendo o iOS 15.1 ou posterior, exigência que vale desde julho de 2025 e que não tem alteração prevista no momento. O mesmo se aplica aos iPads com iPadOS 15.1 ou superior, conforme o Mundo Conectado.